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“Quando vim pela primeira vez em 1955, enviei um panfleto,“Ei! Conhece-te a ti mesmo”, e o mundo me convidou sem se quer me ver no pequeno panfleto. Penso que coisas simples atraem as pessoas.”
Ei! Conhece-te a ti mesmo – (PDF 32 páginas)
This talk especially addressed to seekers after truth, was recorded by Sant Kirpal Singh first on a tape, lateron printed and sent to the West. It provides an overview of the essentials of spirituality and awakens the sincere seeker to step on the path of self-knowledge and God-knowledge.
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(PDF 32 páginas)
Desde o começo da criação, quando a primeira faísca do autodespertar ocorreu ao homem, sua atenção esteve mais e mais preocupada com o problema de sua própria existência mundana e com a investigação da causa e da fonte de toda a criação. Por muito tempo, ele investigou e questionou em vão, mas agora, finalmente, sua crescente sede de conhecimento o está levando a estudar os resultados alcançados por outros no campo.
Sábios antigos e modernos perguntaram: “O que é isso, o conhecimento que faz tudo sabido?” e no mesmo fôlego responderam: “Conhecimento do Eu Superior – o Homem Verdadeiro”. Portanto, o conhecimento supremo é o que lida, tanto na teoria quanto na prática, com a verdadeira natureza do homem e sua relação com Deus. É, de fato, uma ciência natural sem hipóteses, que não é sujeita a mudanças e nem ao tempo. Na antiga Índia, chamava-se “Para-Vidya” (ciência da Verdade realizada ou ciência do além) e diferentes denominações surgiram para interpretar esse conhecimento. O termo ‘Apra-Vidya’, que significa preparação para o conhecimento de ‘Para-Vidya’, foi então apresentado. Esta preparação consiste no cumprimento de uma vida ética e moral, e a prática de concentração ou meditação (de muitas maneiras), ambas sendo indispensáveis para o desenvolvimento espiritual.
O homem está constantemente mudando ou introduzindo novos nomes e terminologias para descrever essa ciência. Os Mestres foram chamados de Sant, e a natureza do conhecimento de Mat, dando-nos o termo ‘Sant-Mat’, que atualmente é usado principalmente para nomear o Caminho dos Mestres. Outros termos, como Shabd Yoga, Surat Shabd Yoga e Sehaj Yoga, também são usados para descrever a mesma ciência. Na língua sânscrita, a palavra “Sant” significa Mestre da mais alta ordem, e “Mat” é uma opinião confirmada ou declaração feita por um adepto após a experiência pessoal. A base dessa ciência, portanto, é o resultado de um estudo crítico, de uma investigação minuciosa e verificação pessoal dos fatos, baseada na experiência prática do “Eu” no homem. Essa experiência do “Eu” é algo que um Mestre competente está preparado para dar a cada indivíduo que se aproxima Dele. Logo, Sant Mat é o ensinamento, sistema e caminho dos Santos.
Os Mestres não atribuem importância a nomes, designações ou ao fato de que muitas seitas, grupos e círculos religiosos reivindicaram essa ciência como suas e a nomearam de acordo com seus líderes ou fundadores. Eles olham para esses grupos como escolas onde o homem – o ser mais nobre da criação – pode estudar com outros homens, como filhos de um e do mesmo Pai Todo-poderoso. Um Mestre (também chamado de Sant Satguru), tem domínio completo tanto da teoria quanto da prática, e é competente para transmitir conhecimento e experiência a todos os buscadores sinceros da Verdade, sem qualquer distinção de cor, casta ou credo. Qualquer homem ou mulher, seja ele rico ou pobre, jovem ou velho, sábio ou pecador, instruído ou não, capaz de compreender a teoria da ciência, tem o direito de adquirir esse conhecimento.
Destino atual de várias crenças e fés
O dicionário define ‘Mat’ como sabedoria, mas o significado coloquial do termo é uma seita ou fé, um grupo de pessoas que mantém certas opiniões ou crenças em comum. Tais crenças e opiniões, no entanto, baseadas em conhecimentos e ensinamentos dispersos, não são suficientes sem o apoio da experiência pessoal e, portanto, o buscador é desviado por meras palavras vazias. Muitas sociedades, crenças e outros círculos religiosos têm apenas um legado de livros, crenças e teorias para oferecer àqueles que têm sede de espiritualidade. Elas ocultam suas insuficiências e deficiências por trás de uma cena calorosa de boas-vindas, uma extravasão de técnicas, terminologias e uso liberal de palavras, frases, provérbios e citações temperadas, da enorme massa de literatura que temos no mercado hoje. A propaganda, atuando e posando, substituiu a espiritualidade prática, com o resultado de que o público iludido está sendo repelido dos livros sagrados e do pensamento de Deus. O ateísmo, portanto, está aumentando.
Acreditar em uma coisa ou fato, sem se preocupar em investigá-la, não dá crédito a um homem inteligente. Pelo contrário, reflete negativamente na sua ignorância ou credulidade. Qualquer crença não baseada na experiência pessoal e na verificação dos fatos tem pouco valor. O homem moderno quer uma ciência bem definida e clara, capaz de verificar por sua própria experiência e dar resultados concretos. Devemos, portanto, tentar ver e ouvir com nossos próprios olhos e ouvidos, e não com os olhos e ouvidos dos outros.
Autoanálise
O homem é composto de corpo, mente (intelecto) e alma. Nós somos extremamente cuidadosos em nos desenvolver fisicamente e mentalmente, mas entendemos muito pouco sobre a alma, que é o poder que governa o corpo e a mente. As alegrias físicas não são duradouras e existem limitações de corpo e mente que não podemos ignorar; portanto, devemos procurar a fonte perene de alegria e paz dentro de nós mesmos. A autoanálise é o primeiro passo nessa direção.
Muitas dúvidas assaltam nossas mentes nesta fase. Existe um Poder onipotente chamado Deus, acreditado, adorado e falado pela maioria das pessoas. Podemos saber mais sobre Ele? Podemos vê-Lo e conversar com Ele? Há uma resposta clara e definitiva a cada uma dessas perguntas, mas a mais convincente vem de um Mestre, que em poucas palavras exclama: “Sim, podemos ver e falar com Ele, isto é, se nos tornarmos tão excelentes quanto dizem que Ele é”. Os Mestres dizem “sim”, e não precisamos esperar até a morte chegar, mas podemos experimentar isso agora. Isso está em consonância com as leis da natureza, das quais temos ainda, nenhum conhecimento que valha o nome.
Em todo nosso redor, nós vemos e sentimos que tudo, desde o minúsculo átomo ao poderoso universo, é governado por uma lei da natureza. Assim, para o pensador profundo, não há nada caótico, casual ou incerto sobre esse universo e as leis que o governam. Para atingir qualquer objetivo, existe uma lei da natureza, um princípio e método envolvido para verificar, testar e pesar o resultado de nossos esforços. O mesmo ocorre nesta ciência da natureza, e métodos semelhantes podem ser achados por qualquer estudante cuidadoso em todas as escrituras religiosas, que os expressam em diferentes palavras e línguas.
Desejamos entrar no Reino de Deus, “mas como?” nós nos perguntamos. “Com a ajuda e orientação de quem entrou e pode nos guiar até lá”, é a simples resposta dos Mestres. “É possível?” “É um conhecimento que é tão exato e seguro quanto dois mais dois fazem quatro”, é novamente a resposta Deles. Não basta se contentar com os livros sagrados, canções de louvores e hinos. Devemos nos esforçar para obter o mesmo grau de progresso que os autores dos diálogos e conhecimentos registrados nesses livros alcançaram. A experiência deles deve se tornar a nossa, pois “o que um homem fez, um outro também pode fazer”, é claro, com a devida ajuda e orientação. Não devemos parar por nada menos que isso.
“Temos uma faísca bem fraca de amor por Ele, isso ajudará a alimentar uma esperança?” é outra pergunta, à qual os Santos respondem: “É suficiente para torná-lo elegível para a mais elevada ciência de aproximação a Ele”. É um agradável raio de esperança. Oh! se essa pequena faísca pudesse ser incendiada. Mais uma vez, dizemos: “Jesus e outros grandes Mestres falaram tão amorosamente Dele, mas somos pecadores e talvez não haja muita esperança para nós nesta era”. A resposta tranquilizadora dos Mestres é: “Não importa se você é o pior dos pecadores, pare onde está. Há esperança para todos, mesmo nesta era crucial”. Eras atrás, a natureza nos proporcionava materialidade e espiritualidade. Hoje, a mesma lei imutável está em operação e continuará a fazê-lo no futuro. Há comida para os famintos e água para os sedentos. A inexorável e eterna lei da demanda e oferta da natureza sempre funciona.
É somente através de um Mestre1 vivo que podemos entrar em contato com o Deus onipotente dentro de nós. Em Sant-Mat, a contemplação de objetos ou imagens não é aconselhável, pois isso é prejudicial ao progresso. As fotografias dos Mestres são apenas para lembrança e reconhecimento, e de forma alguma devemos nos apegar a tais práticas externas.
Os Ensinamentos dos Mestres (Man-making)
Um homem, de acordo com a ciência do Para-Vidya, não tem o direito de ser chamado de homem no verdadeiro sentido da palavra, a menos que tenha pleno conhecimento, tanto teórico quanto prático, de sua posição distinta na criação, de suas diversas partes e componentes – corpo, mente e alma (em ordem de importância comparativa) – e de seu relacionamento com o Poder invisível, chamado Deus, que deve ser alcançado enquanto ele estiver vivendo nesta terra. Aqueles que não entendem muito disso ou nem sequer foram apresentados à primeira lição ainda estão para começar o alfabeto do homem. Os Santos, portanto, estampam sobre nós a necessidade de “Man-making”.
Satsang
Quando fatos cientificamente observados, extraídos da prática e do experimento, são explicados verbalmente em uma reunião de um Santo Mestre, isso é chamado Satsang (externo). Este Satsang constitui o lado teórico dos ensinamentos, enquanto a demonstração real dada para desenvolver e alcançar o progresso interno é a parte prática, chamada meditação ou Satsang (interno). A prática consciente produz frutos em dias ou semanas e não é necessário esperar anos para obter resultados, embora o progresso também dependa, em certa medida, do passado de cada pessoa.
Um verdadeiro Mestre oferece uma experiência interna de primeira mão na primeira sessão (de meditação). Quando o lado prático é negligenciado devido à falta de firmeza, determinação, descuido ou pressão das circunstâncias, os estudiosos de muitas escolas religiosas acabam se dedicando cada vez mais à teoria apenas. O declínio da ciência começa e o homem não encontra consolo. Este é geralmente o caso quando um Mestre deixa o corpo. Provisão adequada, no entanto, é feita para o reavivamento desta ciência em todas as épocas, quando os poderes positivo e negativo recomeçam suas rondas; o primeiro através da ação das Almas Mestras, enquanto o segundo trabalha através de pessoas – os supostos mestres – que não têm experiência prática ou se perdem em disputas teóricas.
As Almas Mestras, embora tenham uma aparência bastante comum, são de grande importância. Assim como é difícil para nós julgarmos um cientista, um médico ou um engenheiro até que eles falem ou demonstrem suas habilidades e conhecimentos, também não podemos reconhecer o conhecimento e a autoridade de um Mestre até que tenhamos experimentado o Poder divino trabalhando através Dele. Nesta ciência, não há segredo ou mistério. O objetivo é construtivo e benéfico para todos, e, portanto, os Santos afastam a cortina do sigilo, que geralmente cobre os ensinamentos místicos, e os tornam disponíveis a todos que os buscam. Existe um Poder invisível trabalhando através dos Santos. O porquê desse Poder preferir permanecer oculto ao olho humano é uma pergunta a ser feita diretamente, entrando em contato com o polo humano através do qual esse Poder está trabalhando. Este é o único meio de abordagem deste Poder. Se quisermos usar energia elétrica, devemos ir a um interruptor ou poste que nos coloque em contato com a casa de força. O Poder invisível pode ser chamado de ‘Mar do Amor’. Quando desejamos nos banhar no mar, chegamos à beira onde as águas rasas começam e depois dizemos que estamos banhados. Assim, para experimentar esse Poder e obter benefícios dele, devemos ir à única fonte de contato – um Santo Mestre.
Vida além da morte
Os Santos dizem que a natureza projetou o homem para se retirar do seu corpo físico por vontade própria, transcender para planos espirituais superiores e depois retornar ao corpo. Eles ajudam pessoalmente cada aspirante e cada um recebe uma experiência prática, por menor que seja, durante a primeira sessão no momento da Iniciação. Uma pessoa que é competente para dar a um homem essa experiência pessoal de afastamento ou separação (temporária) do corpo, e que pode colocá-lo no caminho de volta a Deus, é um Mestre, Santo ou Satguru genuíno.
Os líderes das diferentes organizações religiosas pretendiam fazer exatamente isso, mas podemos julgar por nós mesmos sua eficácia hoje. A experiência em primeira mão que recebemos, através da bondade de um verdadeiro Santo, é por si mesma a solução para o problema da morte. Segundo a Bíblia, ‘a menos que você nasça de novo, você não pode entrar no Reino dos Céus’. Portanto, nascer de novo é deixar o corpo e entrar no além - uma transição do plano físico para o astral. Algum dia, teremos que deixar essa estrutura temporária, que, como um prédio de tijolos e argamassa, se deteriora com o tempo. Não existe nenhum apelo às leis da natureza contra a “sentença de morte”. Tememos a morte por causa da agonia e sofrimento que ela traz, e também pela incerteza que se encontra no além. Tememos a doença porque ela nos aproxima da porta da morte; então lutamos para viver, embora saibamos que nosso fim é certo. Nenhuma palavra tranquilizadora de médicos, amigos, parentes ou padres pode trazer paz e conforto à nossa mente no momento em que o processo destrutivo da natureza começa. Este é o curso natural das coisas e não podemos enganar a natureza.
Qual é então o remédio? Existe apenas uma maneira de sair desse abismo de desespero, que é adotar e nos acostumar, durante o nosso tempo de vida, ao processo da natureza de retirar a corrente espiritual do corpo, enquanto ainda em estado consciente. Isso pode ser feito com a ajuda de um Mestre e pode ser realizado sem nenhum sofrimento ou problema. Esta não é apenas uma possibilidade, mas é um fato notável. Nossa alegria não terá limites quando tomarmos posse do segredo que confundiu o homem por tantos séculos. Tornamo-nos super-homens, possuindo uma chave para a paz e o céu, o tipo de vida que até então tínhamos lido apenas nas escrituras sagradas. Levante-se, portanto, e desperte! Antes que seja tarde demais para colocar essa ciência em prática.
Se observarmos atentamente o processo da morte em um homem que está morrendo, vemos as pupilas de seus olhos se voltando um pouco para cima (depois elas podem voltar ao normal), e então ele fica sem sentido. Mas quando elas se deslocam demais para cima, ele morre. A vida reflui pela raiz dos olhos e se desconecta dos laços do corpo físico e dos órgãos dos sentidos. O conhecimento desse processo e o método pelo qual podemos viajar por esse caminho durante toda a nossa vida são a solução para o problema da morte. Nenhum exercício físico é necessário; não há drogas para engolir nem fé cega para cultivar. O mistério da vida e da morte é resolvido facilmente com a ajuda de um Mestre Santo, que lhe dará uma experiência do processo e o colocará na estrada para os reinos internos. Mesmo atuando indiretamente por meio de um agente autorizado, ele continua sendo o Poder responsável. A distância é imaterial para os Mestres.
O que pode ser ganho neste processo? Isso não pode ser descrito em palavras. No momento da Iniciação, o aspirante vê dentro dele a verdadeira Luz, onde normalmente o olho interno esta coberto por um grosso véu de escuridão. Ele então percebe que a tradição da vela acesa, encontrada nas igrejas e nos templos, tem o objetivo de lembrá-lo da Luz divina do céu interior. Esta Luz cresce e se assemelha ao brilho de vários sóis reunidos conforme ele avança no caminho. Ele entende que o incessante Som interno que ele contata é o elo divino então chamado de ‘Palavra’ ou ‘Verbo’ por Cristo, ‘Kalma’ e ‘Nida-i-Asmani’ no Alcorão, ‘Nad’ nos Vedas, ‘Udgit’ nos Upanishads, ‘Sarosha’ pelos zoroastrianos e ‘Naam e Shabd’ pelos Santos e Mestres. Com o tempo, ele encontra o Mestre interior, fala com ele pessoalmente e, a partir dai, tem certeza de sua graça, orientação e proteção aonde quer que ele vá, até o outro extremo do mundo. Com provas tão evidentes diante dele, ele agora está confiante em si mesmo e na ciência.
Só então ele pode ser chamado de teísta no verdadeiro sentido da palavra e pode sorrir para aqueles que falam de religião como o paraíso dos tolos, um fantasma invocado por padres astutos e o ópio das massas. Ele encontrou uma entrada segura pela porta do céu nesta vida e está no limiar de ver, tanto interna quanto externamente, os segredos da natureza. Ele está realmente ‘batendo na porta do céu’ ou ‘tocando dentro’. Palavras de oposição não podem abalar sua fé na ciência, pois o Mestre o guia adiante. A morte se torna um processo voluntário. Passado, presente e futuro se fundem em um, e ele apreende a Verdade incontestável, a essência do Ser, na palma de sua mão. Libertado do corpo, que agora aparece como uma casca sem o caroço, ele sabe que é ‘alma’, uma parte inseparável do Espírito Eterno, e então pressiona na direção de sua fonte original. O mundo aparece como um sonho para ele, mas sob as instruções de seu Mestre, ele retorna à sua vida mundana, sábio e destemido no cumprimento de seus deveres.
Qualificações preliminares para um aspirante a caminho
Assim como em qualquer outra ciência, certas qualificações preliminares são necessárias antes que muito progresso possa ser feito. Vida de casados, trabalho duro ou um ambiente ruim não são barreiras. Não conta a seu favor a possessão de uma posição alta ou possuir imensa riqueza. Nem pertencer a uma determinada fé serve como recomendação. Onde quer que esteja, o homem deve lutar pela nobreza de caráter, autocontrole e pureza de coração. A pureza do coração em pensamentos, palavras e ações é essencial. “Bem-aventurados são os puros no coração, porque verão a Deus.” – Mt 5,8. Uma vida ética é um grande impulsor para a espiritualidade, mas a espiritualidade não é apenas uma vida ética. Isso devemos sempre ter em mente.
Podemos dividir a vida do homem em (i) dietas e (ii) em suas relações com os outros. No que diz respeito à dieta, o vegetarianismo e o teetotalismo (abstenção de bebidas alcoólicas) são essenciais. “Não matarás” e “Viva e deixe viver” devem ser nossos princípios na vida. O corpo é o templo de Deus e é um lugar sagrado. Não devemos negligenciá-lo ou abusá-lo, mas devemos tomar o melhor cuidado possível para mantê-lo em forma adequada. Todos os intoxicantes também devem ser evitados, pois nos tornam mórbidos e de consciência instável. No que diz respeito ao trato com os outros, devemos semear a semente da bondade, a fim de colher seus frutos. Amor e humildade são muito necessários. “Portanto, tudo quanto quereis que as pessoas vos façam, assim fazei-o vós também a elas,...”– Mt 7,12. “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” – Mt 5,44. Deus é imanente em todas as formas e quem ama a Deus deve amar a criação de Deus. Amar a Deus é amar toda a humanidade. Também devemos ganhar a vida com o suor da nossa testa e compartilhar com os outros. Estes não são ditos vazios, mas conselhos muito sábios e sólidos.
Karmas (ações e feitos)
Cada pensamento, cada palavra e cada ação deve ser contabilizada e compensada na natureza. Toda causa tem um efeito e toda ação provoca uma reação. Arranque a causa e o efeito desaparece. Isso foi feito pelos Mestres que transcenderam essas leis, mas todos os outros estão vinculados aos laços do karma, que é a causa raiz da existência física e é o dispositivo inteligente da natureza para manter essa existência. A lei do karma faz com que paguemos olho por olho e dente por dente, na forma de alegria ou sofrimento. É o chicote provocador nas mãos ocultas da natureza. A mente se contrai com o karma, cobre a alma e governa o corpo através dos órgãos e dos sentidos. Embora seja a alma que concede força à mente, esta assumiu a soberania e está governando a alma. O controle da mente, portanto, é o primeiro passo para a espiritualidade. Vitória sobre a mente é vitória sobre o mundo. Mesmo os iogues e místicos talentosos que podem transcender aos altos reinos espirituais não são intocados pela mão do karma.
Os santos classificam os karmas em três grupos distintos, como adiante:
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Sanchitt (armazenado): Boas ou más ações que, em nossa conta, são adquiridas e contraídas por todos os corpos anteriores da ordem da criação, contadas desde o primeiro dia de aparição da vida na Terra. Oh! O homem não sabe nada sobre elas ou sua extensão.
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Prarabdha (Destino ou fado): O resultado e efeito que trouxe o homem para o seu corpo atual e que devem ser recompensados nesta vida. As reações desses karmas nos chegam inesperadamente e sem serem percebidas, e não temos controle sobre elas. Bom ou ruim, temos que tolerar ou suportar esse karma rindo ou chorando, como nos convém.
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Kriyaman (Relato de nossas ações e feitos no corpo atual): Este é distinto dos dois grupos mencionados acima, porque aqui o homem é livre para fazer exatamente o que quiser dentro de certos limites. Consciente ou inconscientemente, ações cometidas e incluídas nesta rubrica produzem frutos. O resultado de alguns destes colhemos antes de morrer e o resíduo é transferido para o armazém da Sanchit.
O karma é a causa do renascimento, e cada nascimento é seguido pela morte. Assim, o ciclo de prazer e sofrimento, concomitantes do nascimento e da morte, continua. “Você se torna aquilo que pensa”, é uma inalterável lei da natureza, devido à qual esse universo existe. Não há fração de integridade ou genialidade que possa absolver um homem enquanto houver o menor vestígio de karma. Ignorância sobre a lei não é escusa e, embora possa haver alguma concessão ou relaxamento com leis feitas pelo homem em circunstâncias especiais, não existe tal permissão para isso nas leis da natureza. Oração, confissão e melhorias podem dar alívio mental temporário, mas não podem superar o karma. Todo o karma deve ser completamente apagado antes que a salvação permanente possa ser obtida. Perturbado por esses fatos, o homem busca consolo em doutrinas profundamente piedosas, ou quando descobre que tanto boas quanto más ações são grilhões – uma de ouro e outra de ferro – ele se volta para a renúncia. Fés diferentes prometem alívio, mas ele logo descobre que isso é apenas temporário.
Como, então, um Mestre aborda esse problema? No momento da Iniciação, o Mestre inicia o processo de encerrar todos os karmas do iniciado. Ele dá a ele um contato com a Corrente Sonora, que por prática queima a conta Sanchit. O processo é semelhante a colocar um punhado de sementes em uma panela e colocá-las no fogo, o que faz com que as sementes inchem e percam a propriedade de crescer novamente. Então a conta Kriyaman é tratada. Depois de advertir seus discípulos a se protegerem contra a abertura de qualquer novo relato de más ações, o Mestre concede uma clemência geral em relação às ações passadas, parte da qual o discípulo já se estabeleceu nesta vida até o momento da Iniciação. Ele é ordenado a levar uma vida limpa e a eliminar todas as imperfeições nele pela introspecção dia após dia.
O karma de Prarabdha não é tocado pelos Santos, porque esta é a causa do corpo físico, que desapareceria devido à interferência nas leis da natureza. Assim, uma quantidade muito pequena de karma agora precisa ser tolerada no corpo físico pelos anos restantes da vida do discípulo, mas mesmo isso é suavizado um pouco pela graça do Mestre. A lei da graça faz maravilhas, e um devoto que por devoção amorosa repousa todas as suas esperanças no Mestre, passa ileso pelos efeitos beliscadores das reações dos karmas passados. Em momentos de miséria, preocupação e angústia, o Mestre é nosso refúgio. Ele age despercebido a qualquer distância. Assim como a mãe de uma criança doente segura a criança em seu colo durante uma operação, para que não sinta dor, o Mestre também nos mantém em seu abraço amoroso. Por sua abundância de simpatia, amor e bondade, os Santos às vezes assumem sobre seus próprios ombros alguns sofrimentos kármicos de seus discípulos por meio da lei da simpatia. Não existe um tribunal de julgamento após a morte para um discípulo dedicado. O Mestre é tudo para ele.
Por que um Mestre Santo assume tudo isso para si mesmo? Porque Ele herda sua natureza misericordiosa de Deus, que o comissiona a distribuir pessoalmente esse tesouro de misericórdia. Assim, o Mestre é honrado como Deus. Sant-Mat tem volumes de livros escritos em louvor aos Mestres, e mesmo se muitos outros livros fossem escritos, dificilmente fariam justiça à vastidão de seu amor e bondade.
O tempo lança sua sombra pesada sobre o homem. Ele tem que trabalhar duro para acompanhar o ritmo da mudança do tempo. Tão profundamente ele está absorvido em suas necessidades e desejos externos que esquece tudo sobre satisfação, simpatia e amor. Emaranhado e cercado pelos ‘cinco mortais ‘– luxúria, raiva, ganância, apego e vaidade – ele tropeça e clama ao invisível por ajuda. A misericórdia do céu é agitada e, à medida que os tempos endurecem, o Todo-Poderoso estende Sua ajuda através dos Mestres de maneira cada vez mais pródiga. É o caso desta Kali Yuga – a Idade do Ferro.
É realmente muito difícil acreditar que alguém possa estar acima das cinco paixões mencionadas acima e que ele possa entrar no reino dos céus durante sua vida. Toda a humanidade está sob o controle desses cinco e apenas um Mestre pode salvar o homem de suas garras. Todos nós exigimos provas confiáveis antes de nos comprometermos, e isso é dado por um Mestre na forma de uma experiência do impulso da vida, ou Naam (o Verbo), e alguma visão interior. O contato com um Mestre é essencial. Aqueles que se mantêm distantes e dependem de si mesmos ou dependem da tradição e dos padres – igualmente ignorantes como eles – são privados de contato com esse Poder e, como diz o ditado, “quando o cego lidera o cego, ambos caem na vala”.
Indiferença, não aceitação ou descrença não serão vantajosas quando a natureza aplicar sua ordenança universal – morte. Nossa posição será a de um pombo que, ao ver um gato se aproximando, fecha os olhos e acredita que o gato não pode mais molestá-lo, mas em poucos segundos o pobre pássaro está nas mandíbulas poderosas do gato. É tarde demais para pensar em escapar. Portanto, esteja alerta enquanto ainda houver tempo!
Espiritualidade
Talvez seja uma boa oportunidade para explicar o significado do termo ‘‘espiritualidade’’, que é frequentemente confundido com fé cega em livros sagrados, exibição de milagres, cura espiritual, fenômenos sobrenaturais ou poderes de ioga. A espiritualidade é uma experiência interior e seu alfabeto começa onde todas as práticas de filosofia e ioga terminam. É a experiência da alma. Quando alguém diz: “Eu sou o corpo”, é um sentimento baseado no intelecto e é definido como ignorância. Quando ele diz: “Eu não sou o corpo, sou uma alma despertada”, é apenas conhecimento ou teoria aprendida; mas quando ele obtém uma experiência real da alma pela autoanálise e entra em contato com o Eu Superior, isso se chama espiritualidade. A primeira lição prática ocorre quando o corpo físico é deixado, através da bondade de um Mestre prático. Ninguém pode se retirar e se separar do corpo físico sem ajuda. Se alguém afirma o contrário e pensa que pode, ele se engana. Todas as tentativas sem a assistência de um Mestre, que por si só esteja qualificado para transmitir essa experiência, terminarão em fracasso. Os Mestres vêm para distribuir esse tesouro de bênçãos espirituais aos que buscam a Verdade. A espiritualidade não pode ser comprada nem ensinada, mas pode ser capturada pelo contato com pessoas espirituais. Ademais, os presentes da natureza, como ar, água, luz, etc. são gratuitos. A espiritualidade também é um presente da natureza e também é dada de graça pelos Mestres. Da mesma forma, a espiritualidade não pode ser adquirida dos livros, fato que todas as escrituras sagradas sustentam. Os livros são um registro valioso das experiências internas de outros na espiritualidade. Eles preenchem lacunas na história e contêm mensagens de Mestres passados, que nos ajudam a verificar os fatos revelados por um Mestre Vivo, confirmando assim nossa fé na ciência. O homem se confunde com as várias traduções, interpretações e exposições, cada uma diferente da outra, que, em vez de aliviar sua mente, tendem a desorientar e confundir. Seu egoísmo também criou centenas de círculos religiosos, cujo objetivo é desinteresse e ortodoxia extrema em vez de amor, e segregação em vez de integração. Divididos entre emoções conflitantes, os homens desenvolvem ódio e pensam em guerra.
Para uma compreensão da ciência dos Mestres, frequentamos Satsang, onde a maioria de nossas dúvidas é esclarecida. Respostas diretas do Mestre ajudarão a remover quaisquer dúvidas remanescentes. Todas as perguntas recebem a mesma calma consideração e nenhum argumento é oferecido. Rico ou pobre, classe alta ou baixa, todos recebem a mesma atenção assim como um médico deve cuidar dos doentes. Um verdadeiro Mestre vê os acertos e erros de um homem tão claramente quanto se vê o conteúdo de uma jarra de vidro, mas Ele não revela nada. Sentados diante Dele, até mesmo aqueles que não entendem sua língua são beneficiados, da mesma maneira que alguém em uma loja de perfumaria aprecia o cheiro de aromas doces. O Mestre mostra bênçãos através de seu olhar, que os ansiosos capturam. Seus olhos são um maravilhoso spray de amor.
Critério para julgar um Mestre genuíno
Do not judge a Master by his external appearance, genealogical descent, rich or poor attire, country of origin, how he talks, eats, or the position he holds, the number of books that he is the author of, or by what people say about him. First receive the inner experience he promises and then judge from that elevated angle of vision. Self-experience is the criterion for judging a genuine Master. Any living person who sees things from a spiritual level - man and his embarrassments, difficulties and helplessness – and who has studied the problems confronting humanity can provide their solutions, and is also able to correct and guide man visibly and invisibly, morally and spiritually, in theory as well as in practice. Only such a person is fit to take the responsible position of a Master. Blessed are those who experience a stirring emotion of happiness and longing in their hearts, on hearing the news that such a Master exists and is near.
Spirituality is a science simpler and easier than other sciences. Man has not to exert except in moulding himself ethically and morally to the climax of love, sincerity and humility, which will produce the necessary state of receptivity in him. Everything else is in the hands of the Master. Again, a movement, no matter how spiritual it may appear to be on the surface, should not be judged by the number of followers that it has. A good speaker can attract crowds anywhere, yet there may not be anything material or convincing in his speech. Spirituality is not the exclusive possession of any family or place, but it is like a scented flower that grows wherever Nature has ordained, around which the bees gather from far and wide to sip its nectar. Masters do not rush after glory of self, although they certainly deserve such glory. Even in ordinary talks, they will be heard to say, "Oh, it is all the grace of my Master. It is none of my doing. My Master deserves all the praise and credit." This humility places them far above the low level of egoism found in this world.
Masters have come in all ages to offer this natural science to man. Only those who are discontented with this world rush to them. Others to whom worldly attractions, pleasures and luxuries are dear, turn their backs. Those in whose hearts all noble sentiments are dead, not only put all possible obstacles in the way of the Saints, but also subject them to various kinds of tortures, as a study of the lives of Jesus, Guru Nanak, Kabir and others will show. Masters have come in the past, are existing today, and will continue to come in the future for the spiritual benefit of man. To suppose and accept that spirituality has become the sole prerogative of any religion after the passing of the Master, on whose teachings it is based, and that sacred books are the only guide, shows the thoughtlessness of man.
How can we distinguish between a genuine and a false Master? There is in fact no such testing stone or magical formula except that of self-experience, for discriminating right from wrong, truth from falsehood, and reality from unreality. Even in the time of emperor Janak (the father of Sita of the Ramayana), who was prepared to pay a big fee for the theoretical knowledge of this science, only one, Yagyavalkya, out of all the Rishis, Yogis and Munis in India, was able to do so and won the prize. Yagyavalkya, however, had the moral courage to admit, "Gargi, I know the theory only but have no personal experience of it." On a second occasion, emperor Janak proclaimed that he wanted a practical experience of this science on a certain date, and that in a very short time too, not exceeding the time taken to straddle a horse and put each foot in its stirrup. Great Yogis and Rishis throughout the length and breadth of India were invited, but at the appointed time only one person stepped forward to accept the challenge. This was a hunchback named Ashtavakra, who had eight humps in his body. The audience, taking him for a maniac, laughed aloud at his appearance. Ashtavakra said, "How can you expect to get a spiritual experience from these cobblers you have collected, who have eyes only for the skin of the body but cannot see within?" The experience was duly given to the emperor within the allotted time. The point to consider is that at the time when spirituality was thriving, only one person came forward to accept the challenge. In these times then, when materialism is on the increase, we do not find competent Masters growing like mushrooms. So search we must, not allowing false propaganda, the testimony of others, blind faith, the promise of future happiness, and our regard for position, wealth and pleasure, to lead us astray. When such personalities come, they are competent to give life to millions of people who go to them. They are the children of light, and give light to all humanity.
Blind faith is one of the main obstacles to overcome. What we simply listen to, read or follow without investigating as to what and where it will lead to, is blind faith. If one is careless to forget the end while following the means, and does not see whether he is nearing the end or not, it is still blind faith. When one goes to a Master and listens attentively to the explanations given by Him on the subject of gaining self-knowledge by self-analysis, duly supported by one or more quotations from the valuable sayings of various Saints, he is intellectually convinced to tread the path as an experimental measure and act up to what the Master says with faith for the time being. This is the first stepping-stone to learn about reality. When he has the first-hand experience, of whatever degree it may be, he is convinced and progresses from day to day. Today, man listens to talks, lectures and sermons, accepts and believes these all his life and takes for granted that he has been placed firmly on the way to salvation. But when death comes with all its sufferings, pangs of separation and fears of the unknown, he realizes his mistake. Man's life-long habit of attachment to the body, occupies all his thoughts, while friends, doctors, relatives and priests stand by helpless and despairing.
It is here that the science of Para-Vidya is of great help to us. The soul's withdrawal from the body is greatly eased and the Master appears to receive and guide it further in the Beyond. Death is to such a one the happiest of events, and like marriage, it is the union with the beloved. He has already visited and convinced himself of the superiority of the higher regions and traverses the familiar territory without fear. My Master, Hazur Baba Sawan Singh Ji, when impressing the need of spiritual practices on his disciples, used to say to them, "Go to see a disciple dying to become convinced." Saints believe in salvation during one's lifetime and not in salvation after death. This is indeed a simple and easy science, and the disciple should never rest content with his Initiation without spiritual experience. He should then devote regular time to the spiritual practices and the Master must be regularly informed of his progress. He should constantly seek the guidance of his Master personally or by letter, without entertaining thoughts that he is bothering him. The Master knows by intuition how each disciple is faring and can remove most of his difficulties by thought transference or other means, but he wishes any difficulties in progress to be brought to his notice in writing.
The ancient path of Surat Shabd Yoga or Para Vidya, is one that can be followed by men, women and children of all ages without any difficulty, unlike other ways, which involve complicated, strenuous exercises, and control of the breath. These, at the most, lead to a slight control over the self and a few paltry powers. The latter methods also require a strong physique and a rich diet. As such, they are condemned by the Masters as unsuited to this age, and as involving physical dangers to the body.
The Science
In the physical body, two main currents are working that control life, one a motor current (breathing or prana), and the other a sensory current, which may also be called 'attention' or surat. The Masters ignore the former so that the breathing is not interfered with and the life process goes on. The sensory current ramifies throughout the entire body, but its main centre lies between and behind the two eyebrows, along with the mind. We have to withdraw the sensory current or the spirit to its centre.
Initiation
The mind will not allow man to have knowledge of the soul. Its nature is to seek pleasure and its constant fluctuations are difficult to subdue. Attuning one's self with the internal Sound Current is the best way to calm the mind and practise concentration. It does not matter what school of thought or society a man may belong to. He has not to convert himself and can remain where he is. There are no hard and fast rules, no rituals, no ceremonies, no pomp and show, no offering of gifts, not even of flowers. All that a disciple has to do is to enter inside and henceforth consider the body as his laboratory. With regard to the theory, he has to understand the following, which is briefly the pith of what he will hear at Satsangs:
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The Master is not the body, he is the power functioning through the body and uses it to teach and guide man in much the same way as a spirit uses a medium. Only in bodily form will the disciple be able to recognize his Master in the higher regions and here on earth.
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The Master is 'Shabd', 'Word', 'Naad', etc., all of which refer to the God-into-Expression Power of Light and Sound Principle. By having a contact with this Power, man is led back to his true Home.
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For the sake of those who are disillusioned with life, and who yearn for permanent happiness and peace away from the world and its worries, the Word assumes a body to afford them solace. Christ said, 'Word was made flesh and dwelt amongst us'. Once a disciple contacts this Word (which is done at the time of Initiation by the Master), the audible form of this Word resides within never leaves him, and even after the end of man's physical existence on earth. It will go with him and stay with him until he achieves the final goal. The Word is also known as the Voice of God or the Sound Current, and is the Life impulse given by the Master at the time of Initiation. It may be heard as a sound coming from a distance and gradually develops into such sweetness that no music on earth can excel it. It is the Water of Life, the Spring of Immortality, the Elixir of Life, the Nectar of spirituality, etc., that are spoken of in holy books.
Man has an inner eye with which he can see within himself all the higher regions, when the veil is rent asunder by a competent living Master. In this state, he remains perfectly conscious and undergoes amazing experiences. To ascend to the higher regions without a competent Master is fraught with dangers.
Simran
The repetition of the holy names is given to the disciple at the time of Initiation as a guard against all dangers. It acts also as a password to all spiritual planes, gives strength and sustenance to the body and mind during trouble and afflictions, brings the soul nearer to the Master, is instrumental in achieving concentration, and imparts many other diverse powers. Simran taught by a so-called Master is merely a number of words. But these very words become electrified when charged with the attention and grace of a real Master.
Initiation commences with the explanation and description of the inner spiritual regions and the way in which the path is to be pursued. The opening of the inner vision to see the inner regions, with their distinct heavenly lights, together with the contact with the Divine Link or Sound Principle, constitutes the practical side of Initiation. Daily practice of these combined with Simran, is meditation. In addition to this, the Master gives instructions on pure and simple living, the need of devoting regular time to the practices, and other words of sound advice. The whole ceremony takes from two to three hours. Diaries of one's spiritual progress must be kept and the mistakes of old and new disciples are corrected from time to time to ensure progress.
Miracles
Master-Saints never show any miracles to a disciple except in rare cases due to special circumstances. Miracles are in accordance with the laws of nature but are nevertheless terribly entangling webs detrimental to the highest ideals of man in his approach to almighty God. It is a subject that an ordinary man would not care to study, for the simple reason that it requires immense self-control and training of the mind, with restrictions that he would not like to tolerate or pursue. The miraculous powers achieved after a lengthy period of time are instrumental in doing both good and harm, and as they are utilized more for harm than anything else, they are termed as a disease by all truly spiritual persons. The Masters are in possession of supreme power but their mission is sacred. A disciple whose inner vision has been opened, sees any number of miracles at each step. To hesitate to believe in a Master without seeing miracles is as foolish as our refusal to believe that a certain person is a multi-millionaire unless he shows us his money. He may have all his money deposited in a bank and like to spend it in the way that he chooses, without caring for public applause or approval. Out of an audience of several thousands watching a magician perform his tricks, only a very small number would thereby be induced to learn the art. Those who are anxious to see miracles are not true seekers.
General
Today, the world is crying out for a better understanding, for peace and freedom from conflict. This Science of self-analysis that reveals the Brotherhood of Man and the Fatherhood of God, is the remedy which can reconstruct a healthy culture and propagate harmony between man and man. He who claims to love the invisible God but has no regard or love for his visible fellow man, is lost indeed. To love, revere and feel grateful to our fellow man is to love and revere God. So too, the love for the visible Master, our closest connecting link with God, is in reality love for the Supreme Father. We should therefore try to measure the depth of God's mercy and grace through a Master-Saint, who is God's visible representative. It has Spirituality as its end and is not idolatry. The atmosphere in which such a genuine Master moves is charged with currents of peace and love which affect those who come into contact with Him. Even letters written by or on behalf of Him carry currents of ecstasy that influence the innermost recesses of the heart.
Guru precedes God. Such a person was Master Hazur Baba Sawan Singh Ji Maharaj who remained with his disciples for a great number of years and now, even after He has left the body, still watches over his loved ones and also those who contacted Him once with love and sincerity in their hearts. Love knows no law and He is still appearing in His radiant form, even on lower spiritual planes, for their sake. Not one, but hundreds can testify to what ignorant people would call an illusion. On the physical plane, He is still showering His blessings through His medium at Ruhani Satsang, Sawan Ashram, who now in turn guides men in all spiritual matters. One bulb is fused and is replaced by another. The same Power works and the same Light now shines from a new bulb. All who approach the Master get positive experiences and anybody who wishes to avail himself of such a golden opportunity has only to contact the Master and his wishes will be fulfilled, his heart will overflow with happiness, and his weary shoulders will be relieved of their burden of cares and worries.










